No novo episódio do TDTALKS, a Teixeira Duarte – Engenharia e Construções convida Leonardo Ribeiro, Gerente de Equipamentos da Teixeira Duarte.
Ao longo do episódio, Leonardo compartilha os bastidores da gestão de equipamentos, os desafios do dia a dia no campo e sua experiência à frente de uma operação essencial para a execução de grandes projetos, além de relembrar momentos de sua trajetória profissional na Teixeira Duarte.
TDTALKS – Conversa, Conhecimento e Construção
O que foi discutido neste episódio
A gestão de frota de equipamentos tem um papel estratégico na execução de grandes projetos de engenharia. Fatores como disponibilidade, manutenção, segurança e capacidade de mobilização influenciam diretamente a produtividade e o cumprimento dos prazos de uma obra.
No episódio 5 do TDTALKS, Leonardo Ribeiro, Gerente de Equipamentos da Teixeira Duarte, apresenta os bastidores dessa operação. Durante a conversa, ele compartilha aprendizados de seus 16 anos na empresa, explica a estrutura dos polos operacionais e relata casos de inovação desenvolvidos a partir de desafios reais encontrados no campo.
Uma trajetória construída junto à operação
Leonardo Ribeiro ingressou na Teixeira Duarte em 2010, com a responsabilidade inicial de coordenar a manutenção dos equipamentos utilizados em projetos distribuídos pelo Brasil.
Na época, a estrutura administrativa estava concentrada em Belo Horizonte (MG), enquanto as obras se encontravam em diferentes regiões do país. Seu trabalho envolvia visitar os projetos, conhecer as equipes, compreender os problemas operacionais e fortalecer a ligação entre os canteiros e a área central.
Essa proximidade com as obras permitiu identificar necessidades, desenvolver ferramentas de gestão e melhorar a comunicação entre as equipes responsáveis pelos equipamentos e as frentes de produção.
Entre os indicadores adotados nesse processo está a taxa de disponibilidade dos equipamentos, que demonstra quanto tempo cada ativo permanece em condições de operar. Em projetos de infraestrutura e geotecnia, manter essa disponibilidade é fundamental para o andamento dos serviços.
A evolução desse trabalho também evidenciou a necessidade de uma estrutura dedicada ao acompanhamento, à manutenção e à preparação dos equipamentos para cada novo projeto.
A criação dos polos operacionais
Em 2012, a Teixeira Duarte estruturou o polo operacional de Lagoa Santa (MG), dedicado à gestão dos ativos de infraestrutura.
Com a nova estrutura, a empresa ampliou sua capacidade de acompanhar a frota. Além das áreas administrativas, o polo passou a reunir profissionais de suprimentos, recursos humanos, gestão e engenharia de manutenção.
A oficina permite receber os equipamentos após a conclusão de uma obra, realizar reformas e executar intervenções mecânicas, elétricas e hidráulicas. Dessa forma, cada ativo pode ser preparado para uma nova mobilização, considerando as condições e exigências do projeto seguinte.
Atualmente, os polos operacionais de Lagoa Santa (MG) e Guarulhos – Cumbica (SP) apoiam equipamentos utilizados em diferentes regiões do país, atendendo às operações de infraestrutura e geotecnia. Essa estrutura também contribui para que as decisões relacionadas à frota sejam tomadas de maneira planejada.
Por que investir em equipamentos próprios?
A aquisição de um equipamento começa com uma análise de viabilidade. A equipe avalia a previsão de utilização do ativo, as perspectivas de novos projetos, os custos de locação no mercado e o retorno esperado para a operação.
Quando existe uma demanda consistente, a frota própria pode representar uma importante vantagem competitiva. Ela proporciona maior controle sobre os prazos de mobilização, disponibilidade de uma equipe própria de manutenção e conhecimento acumulado sobre o funcionamento dos equipamentos.
A empresa também reduz sua dependência da disponibilidade de fornecedores externos, diminui a curva de aprendizagem das equipes e conquista maior previsibilidade operacional.
Um dos exemplos apresentados no episódio envolve obras de barragens que não permitem o uso de compactadores convencionais com vibração. Para essas operações, a Teixeira Duarte dispõe de um rolo compactador que realiza a compactação por velocidade e peso operacional.
Por ser um equipamento pouco disponível no mercado, esse recurso atende a condições técnicas específicas e amplia a capacidade de resposta da empresa em determinados projetos. Para que essa vantagem seja mantida, entretanto, é necessário garantir que os equipamentos permaneçam disponíveis e em boas condições de funcionamento.
Como funciona a manutenção da frota pelo Brasil?
Projetos de maior duração contam com equipes de manutenção mobilizadas diretamente para as obras. Essas equipes podem incluir engenheiro mecânico, controlador e encarregado de manutenção, mecânicos, eletricistas e profissionais administrativos.
Os profissionais que atuam no campo trabalham de forma integrada com os polos operacionais. As informações sobre os ativos são registradas em um software de gestão, que permite acompanhar as manutenções e gerar processos de compra de materiais e contratação de serviços especializados.
Essa estrutura reúne o conhecimento de quem acompanha os equipamentos diariamente nas obras com o suporte técnico e administrativo das equipes centrais.
A frota de equipamentos contempla máquinas das linhas branca e amarela, como caminhões articulados, escavadeiras, tratores de esteira, motoniveladoras e equipamentos de compactação, entre outros. Alguns desses ativos também podem receber sistemas de machine control, que auxiliam no nivelamento automático, aumentam a precisão e reduzem as horas operacionais.
O uso da tecnologia, nesse contexto, parte das necessidades da operação e busca oferecer respostas mais seguras e produtivas para os desafios encontrados no campo.
Inovação aplicada à segurança e à produtividade
Um dos principais casos apresentados no TDTALKS surgiu a partir de um problema recorrente em uma obra de barragem em Minas Gerais (MG).
A oficina dedicada ao projeto estava localizada a 33 quilômetros da portaria da obra. Quando um pneu era danificado, o caminhão precisava percorrer esse trajeto, inclusive por uma estrada sinuosa, para realizar uma manutenção relativamente simples.
Além do tempo de deslocamento, a troca manual de pneus de grande porte envolvia riscos de prensamento durante a movimentação do conjunto formado pelo pneu e pela roda.
Para solucionar o problema, a equipe pesquisou alternativas disponíveis no mercado e desenvolveu, em parceria com um fornecedor, uma garra hidráulica acoplada a uma empilhadeira. O equipamento possibilitou retirar e instalar os pneus dentro do próprio local da obra.
A solução passou por análise técnica, avaliação de viabilidade e validação com as áreas de segurança e fiscalização do cliente. Após a aprovação, a Teixeira Duarte investiu no equipamento, treinou os profissionais envolvidos e padronizou o processo.
Como resultado, houve uma redução de 90% no tempo anteriormente dedicado ao deslocamento. A atividade passou a ser realizada dentro do canteiro e com apenas um operador.
O caso demonstra como a inovação pode surgir de uma necessidade concreta. Mais do que adotar uma nova tecnologia, inovar significa compreender o problema, avaliar os riscos e desenvolver uma solução aplicável à rotina da obra.
Esse mesmo princípio também orienta o uso de tecnologias voltadas à precisão e ao controle de qualidade nos projetos de geotecnia.
Tecnologia e precisão na geotecnia
A gestão de equipamentos também atende aos projetos de geotecnia, especialidade que está na origem da Teixeira Duarte.
A frota brasileira conta com guindastes e perfuratrizes de diferentes capacidades, preparados para variadas condições de aplicação. Entre as tecnologias utilizadas está um sistema de monitoramento da verticalidade de estacas escavadas de grande diâmetro.
Em uma obra portuária mencionada no episódio, foram executadas estacas com até 57 metros de profundidade. O projeto exigia um desvio máximo correspondente a 1% da profundidade executada.
Durante a operação, o sistema acompanhava a verticalidade das estacas e emitia relatórios para o cliente, fornecendo informações objetivas para o controle de qualidade. A tecnologia também pode ser aplicada em outros projetos que utilizem essa metodologia de fundação.
Equipamentos, processos e pessoas
A gestão de frota vai além da compra e da manutenção de máquinas. Ela depende da integração entre planejamento, engenharia, suprimentos, segurança, equipes de campo, fornecedores e clientes.
A trajetória de Leonardo Ribeiro demonstra a importância do conhecimento construído ao longo dos projetos. Em 16 anos de Teixeira Duarte, sua atuação acompanhou a evolução de uma estrutura administrativa para uma operação formada por polos, oficinas, sistemas de gestão e equipes especializadas.
Essa combinação entre experiência, tecnologia e presença no campo permite transformar os equipamentos em recursos estratégicos para a execução de projetos de elevada complexidade.
Conheça a Teixeira Duarte
Conheça a experiência, as competências e os projetos da Teixeira Duarte nas diferentes áreas da engenharia e construção.





